Dependência Química, tratamento e recuperação.

Atualizado: Mai 8




A dependência química está classificada entre os transtornos psiquiátricos, sendo considerada uma doença crônica que pode ser tratada e controlada simultaneamente como doença e como problema social, (OMS, 2001). Por se tratar de uma doença crônica leva a pessoa a uma progressiva mudança de comportamento, gerando uma adaptação a doença, a fim de proteger o uso da droga. Ela é caracterizada como progressiva, incurável, mas tratável, é uma doença de evolução própria, que pode levar à insanidade, prisão, morte ou ao tratamento. O dependente químico “Antes de descobrir nas drogas a fonte ideal de alívio necessário à sensação de desconforto que o persegue, o dependente químico pode ter experimentado e frequentemente abusado de comida, televisão, sexo, trabalho, perigo, jogo, esportes, etc. No caso dos dependentes químicos, essas dependências foram insuficientes para manter sua necessidade de alívio". Os prejuízos neurológicos, cognitivos e relacionais causados pelas substâncias são em sua maioria irreversíveis, progressivos e passam despercebidos pelo indivíduo. Os danos físicos e sociais quando percebidos impulsionam, ainda mais, o dependente químico a uma insaciável busca pelos efeitos da droga (SILVA, 2000, p.14). A necessidade de buscar a droga altera a vida do dependente afetando as relações familiar, social e profissional, trazendo para o indivíduo um intenso sofrimento físico e emocional. Assim, o tratamento da dependência química envolve o indivíduo e toda sua rede social afetada (LEITE, 2000). De acordo com Cunha (2006, p.35) os dependentes químicos apresentam comportamentos com características próprias entre estas, se destacam: * Onipotência: o indivíduo acredita estar sempre no controle; * Megalomania: tendência exagerada a crer na possibilidade de realizar um intento visualizando sempre o resultado; * Manipulação: mentalidade de que tudo se faz pela realização de seus desejos, principalmente pela obtenção e uso de substâncias psicoativas; * Obsessão: atitudes insanas pelo desejo de consumir drogas; * Compulsão: atitudes desconexas, incoerentes com a realidade provocadas pelo desejo intenso e necessidade de continuar a consumir a substância; * Ansiedade: necessidade constante da realização dos desejos; * Apatia: Falta de empenho para a realização de objetivos e metas; * Autossuficiência: mecanismo de defesa usado para afastar da consciência os sentimentos de inadequação social gerando uma falsa sensação de domínio; * Autopiedade: um tipo específico de manipulação que o dependente usa para conseguir realizar algum propósito; * Comportamentos antissociais: repertório comportamental gerado pela instabilidade emocional que o indivíduo desenvolve sem estabelecer vínculos tendo sua imagem marginalizada pelo meio social; * Paranoia: desconfiança e suspeita exagerada de pessoas ou objetos, de maneira que qualquer manifestação comportamental de outras pessoas é tida como intencional ou malévola. É comum que aconteçam nas famílias com dependentes químicos brigas, separações, uma vez que o usuário sob o efeito da droga, tem o pensamento somente voltado ao uso e obtenção da droga, o que traz perdas significativas na vida deste, como: perda do emprego, bens, prejuízos para a saúde e quebra de relacionamento com a família. Por este motivo o apoio da família é fundamental para a adesão do tratamento da dependência química por parte do usuário. Tratamento e Recuperação Conhecer o perfil do dependente é importante para a elaboração de estratégias de tratamento buscando a integração desses indivíduos à família e a sociedade. A falta de acolhimento e isolamento imposto pela família e pela sociedade faz com que o dependente químico deixe de procurar atendimento. O ideal é que o tratamento seja realizado por médicos, psiquiatras e psicólogos. A medicação vai ajudar a reduzir os sintomas, que na dependência química são considerados urgentes. Já o psicólogo vai trabalhar as questões que estão gerando essa dependência, ajudando a compreender melhor seus comportamentos. É um trabalho multidisciplinar, a recuperação envolve reabilitação, reaprendizagem e a mudança do modo como os indivíduos percebem a si mesmo no mundo, ou seja, sua identidade. Referências DENARC-Divisão Estadual de Narcóticos. www.denarc.pr.gov.br Leite M. C. Aspectos básicos do tratamento da síndrome de dependência de substâncias psicoativas. Brasília: Presidência da República, Gabinete de Segurança Institucional, Secretaria Nacional Antidrogas. 2000 (p.14) OLIVEIRA. Helena. Maria. – Dependência Química (2014) psicologado.com/atuacao/psicologia-comunitaria/dependencia-quimica Acesso em 02/10/14 Silva, Ilma. Ribeiro., Alcoolismo e Abuso de Substancias Psicoativas: Tratamento, prevenção e educação. São Paulo: Vetor, 2000.


Estamos realizando atendimento Online.


Dúvidas e Agendamentos, chama no Chat ;)


#dependenciaquimica #psicologia #psicologa #psicologaivonete #psicologiacuritiba

#psicologiaonline #psicologaonline #terapiaonline #psicoterapia #terapiacuritiba #terapiainfantil #terapiafamiliar #terapiaindividual #terapiaadulto #psicoterapiainfantil #psicoterapiaadulto #psicoterapiacuritiba #psicoterapiaonline #depressao #ansiedade #sindromedopanico #coach #inteligenciaemocional #autoconhecimento #autoestima #autoajuda #saudemental #saudeemocional

10 visualizações

CRP 08/04038

  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle

Atenção: Este site não oferece tratamento ou aconselhamento imediato para pessoas em crise suicida.
Em caso de crise, ligue para 188 (CVV) ou acesse o site www.cvv.org.br.

Em caso de emergência, procure atendimento em um hospital mais próximo.